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2018/18/07
Publicações Económicas

Estudo 2018 sobre o comportamento de pagamentos entre as empresas na Ásia: os gigantes da região enfrentam o aumento dos riscos de crédito

Estudo 2018 sobre o comportamento de pagamentos entre as empresas na Ásia: os gigantes da região enfrentam o aumento dos riscos de crédito

O estudo sobre o comportamento de pagamentos entre as empresas na Ásia, realizado pela Coface em 2018, cobre nove economias. A recolha de dados ocorreu durante o quarto trimestre de 2017, e foram recolhidas respostas válidas de quase 3.000 empresas. Os inquiridos na Ásia estavam sob pressão para prolongar as suas condições de pagamento. O prazo médio de pagamento aumentou para 64 dias em 2017, acima dos 59 dias em 2016. Isto está de acordo com a tendência observada na Ásia desde 2015. Os atrasos de pagamento também aumentaram desde 2017, de acordo com a nossa sondagem. A proporção de entrevistados que sofreram atrasos de pagamento superiores a 120 dias aumentou para 16,5% em 2017, de 12.5% em 2016. Os atrasos no pagamento foram mais longos na China e na Índia; mais curtos na Malásia, Taiwan e Japão. As divergências também foram evidentes entre os sectores; os sectores da energia e da construção apresentam a maior proporção de entrevistados que reportam atrasos de pagamento a 90 dias ou mais.

 

A principal razão para os atrasos de pagamento de longo prazo, em 2017, foram as dificuldades financeiras dos clientes, devido ao impacto da concorrência feroz, bem como à falta de recursos financeiros.  

Em termos de riscos de fluxo de caixa, examinamos a proporção de atrasos de pagamento de longo prazo (que excedem os 180 dias), com uma percentagem da facturação anual total. Quando estes constituem mais de 2% da facturação anual da empresa, o seu fluxo de caixa pode estar em risco. A proporção dos entrevistados com atrasos de pagamentos de longo prazo, que excedem os 2% da facturação anual, aumentou de 26% em 2016 para 33% em 2017. Mais preocupante, é o número de empresas com mais de 10% da sua facturação anual, ficarem vinculadas por atrasos de pagamento extremamente longos, aumentando para 10% em 2017, em comparação com os 5% em 2016.

 

Existe uma correlação positiva entre a proporção de entrevistados que relatam atrasos de pagamento de longo prazo que excedem os 2% do seu volume de negócios anual e a proporção de entrevistados que afirmam que os fluxos de caixa irão deteriorar em 2018. A situação foi pior naChina, Índia e em Singapura, assim como nos sectores da energia, construção e transportes da região.

 

No entanto, as expectativas económicas permanecem animadas: 68% dos inquiridos afirmaram que esperam que o crescimento económico continue a melhorar em 2018. Isto confirma uma perspectiva macroeconómica melhorada, que coincide com as vulnerabilidades pendentes e os elevados riscos a nível empresarial. Por exemplo, 48% dos entrevistados admitiram não utilizar ferramentas de gestão de crédito, para mitigar os riscos. Em particular, os gestores de crédito naChina, em Singapura, na Índia, e em Hong Kongdevem ser mais proactivos relativamente à gestão de risco, num contexto de atrasos de pagamento de longo prazo e condições económicas mais difíceis.

 

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