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2018/25/10
Risco País e Estudos Económicos

Análise de Risco País e Risco Sectorial no Mundo

Análise de Risco País e Risco Sectorial no Mundo

Algumas economias emergentes estão cada vez mais vulneráveis

 

  • Preços mais elevados do petróleo e saídas contínuas de capital nos mercados emergentes marcam o terceiro trimestre em 2018
  • Uma onda de reduções de classificação de risco sectoriais na Turquia e na Argentina
  • Melhoria dos riscos na Europa Central e na CEI
  • Redução nas avaliações de risco do Paquistão e da Nicarágua, principalmente devido aos riscos políticos

 

A Argentina e a Turquia, dois países já prejudicados por grandes desequilíbrios externos e pela dependência de financiamento externo, estão a viver um agravamento da sua crise cambial. Num contexto de condições de crédito muito restritivas, a Coface reviu em baixa seis sectores de actividade na Argentina, que sofreram uma forte retracção na sua actividade económica (com uma previsão de -2,4% para 2018). Os sectores automóvel, transporte, papel e produtos químicos, são agora avaliados como sendo de «risco elevado», enquanto que os sectores das TIC e oTêxtil,são avaliados como «risco muito elevado». A Turquia também enfrenta uma onda de reduções de avaliação de risco sectorial: os sectores automóvel, papel e madeira juntaram-se à categoria de  «risco elevado», principalmente devido à queda da procura interna, e o sector de energia do país, que é particularmente vulnerável aos riscos cambiais, devido aos enormes investimentos envolvidos, foi classificado como sendo de «risco muito elevado». A redução da avaliação do sector de metais para «risco muito elevado» foi provocada pelas medidas proteccionistas dos EUA que visam a Turquia.

 

As outras principais economias emergentes – África do Sul, Brasil, Índia e Indonésia – parecem estar particularmente susceptíveis a riscos relacionados com a saída de capitais. Estas vulnerabilidades resultam de factores semelhantes aos apresentados na Argentina e na Turquia: mercados de capitais em desenvolvimento, deficits e ambiente político, eleições programadas antes do final do ano ou em 2019. No entanto, os riscos de contágio são de alguma forma mitigados, devido à baixa dolarização bem como, aos níveis globais de reservas de moeda estrangeira nessas economias.

 

Aguns dos países emergentes mais pequenos também devem ser observados. Este trimestre, a Coface baixou a avaliação de país do Paquistão e da Nicarágua, ambos para D. O Paquistão enfrenta uma situação de incumprimento e uma acentuada desvalorização da rúpia, enquanto que a Nicarágua está a atravessar uma crise política.

 

Em contraste, os riscos de negócio estão a melhorar na Europa Central e nos países pertencentes à CEI (Comunidade dos Estados Independentes). A Avaliação da Croácia foi actualizada um nível acima, para A4. O país já não está sujeito a procedimentos por défice excessivo por parte da UE e beneficia de um ambiente dinâmico no consumo interno. A Eslováquia (agora A2) registou uma melhoria constante nas insolvências empresariais (-27% em 2017) e uma aceleração dos investimentos na indústria automóvel. A Arménia foi actualizada para C e está a beneficiar da recuperação económica na Rússia (que representa 25% das suas exportações).

 

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Avaliação de Risco País da Coface (160 países) é feita numa escala de oito níveis, por ordem ascendente de risco: A1 (risco muito baixo), A2 (risco baixo), A3 (risco bastante aceitável), A4 (risco aceitável), B (risco significativo), C (risco elevado), D (risco muito elevado) e E (risco extremo). 

Avaliação de Risco Sectorial da Coface (13 sectores em 6 regiões geográficas, 24 países que representam quase 85% do PIB mundial) é feita numa escala de quatro níveis: risco baixo, risco médio, risco elevado e risco muito elevado.

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Cláudia MOUSINHO
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