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Risco comercial: como a Vidalies mantém o seu ecossistema dinâmico através da informação e da experiência humana.

Atuando no setor do comércio de metais ferrosos, a Vidalies opera num mercado altamente cíclico, caracterizado por volumes significativos, elevada exposição financeira e forte pressão sobre os prazos de pagamento. Neste contexto, a empresa fez da gestão do risco comercial um dos principais motores do seu desenvolvimento, contando com a Coface como parceira há mais de 50 anos. Diane Vidalies, Diretora-Geral da empresa, explica como esta abordagem funciona na prática e de que forma permite à Vidalies continuar aberta a novas oportunidades de negócio, tanto em França como nos mercados internacionais.

Os resíduos como matéria-prima estratégica

Fundada há mais de um século, a Vidalies afirmou-se como uma referência no setor do comércio de metais ferrosos. Com sede na região de Bordéus e atividade em França e em vários mercados europeus, a empresa assenta num modelo de negócio simples: recolher aço reciclado, ou sucata, junto de uma rede de fornecedores e revendê-lo para que possa ser reciclado e reutilizado.

Muito antes de a transição ecológica se tornar uma prioridade global, a Vidalies já baseava o seu modelo nos princípios da economia circular, apoiando-se em circuitos curtos de abastecimento para a distribuição dos seus metais ferrosos. Certificada pela EcoVadis, a empresa desempenha um papel relevante na descarbonização da indústria ao recolher, reciclar e redistribuir uma matéria-prima secundária que permite reduzir a pegada de carbono em cerca de 80%.

Aquilo que para muitos é considerado um resíduo é, para a Vidalies, uma matéria-prima estratégica.

Uma empresa centenária, metais ferrosos distribuídos por França e pela Europa, e um mercado tão complexo quanto volátil... Descubra neste vídeo como a Vidalies mantém o seu ecossistema aberto perante a incerteza comercial.

Um mercado cíclico sob pressão constante

Por detrás destes fluxos, o equilíbrio financeiro mantém-se frágil. A incerteza é uma constante e os desafios são significativos: grandes volumes de transações, elevados montantes em risco, forte pressão sobre os prazos de pagamento e uma vasta rede de parceiros, tanto em França como a nível internacional. Neste contexto, a volatilidade do mercado e os diferentes ciclos de atividade dos setores dos seus parceiros (construção, automóvel e siderurgia) tornam a tomada de decisão mais complexa.

Para a Vidalies, a insolvência de um comprador do setor da construção ou o abrandamento da atividade de um cliente da indústria automóvel correspondem a realidades distintas, com ciclos económicos e riscos específicos que exigem análises diferenciadas. Mesmo uma falha aparentemente limitada por parte de um cliente ou fornecedor pode fragilizar toda a cadeia de abastecimento.

Por isso, a avaliação do risco tem de ser rigorosa e permanentemente atualizada. Cada oportunidade de negócio resulta de um equilíbrio cuidadoso entre a rapidez na tomada de decisão, a assunção controlada de riscos e uma vigilância constante, capaz de detetar sinais de alerta precoces junto dos parceiros comerciais e de compreender a evolução dos diferentes setores de atividade.

 

O nosso mercado de matérias-primas secundárias é, por natureza, altamente cíclico e volátil, estando constantemente exposto ao risco de disrupções. Para apoiar as nossas decisões, a informação é o fator que faz toda a diferença.

 

— Diane VIDALIES, Diretora-Geral da Vidalies.

 

“Graças aos alertas da Coface, antecipamos os riscos e ajustamo-nos rapidamente”

Para gerir um nível de exposição tão elevado e operar num ambiente tão instável, a Vidalies apoia-se num quadro de atuação estruturado e numa abordagem rigorosa à gestão do risco comercial. A empresa conta também com a Coface, sua parceira na gestão do risco comercial há mais de 50 anos, para segurar a totalidade da sua carteira de negócios, que abrange 48 parceiros comerciais distribuídos por França, Espanha, Itália, Alemanha, Bélgica e Luxemburgo.

O desafio é duplo: garantir a segurança dos fluxos financeiros e, simultaneamente, manter um elevado nível de atividade comercial.

O resultado é expressivo: zero sinistros ao longo de três décadas de parceria com a Coface, redução do risco de incumprimento, maior controlo das necessidades de fundo de maneio e otimização dos compromissos comerciais. Um desempenho que não acontece por acaso, mas que resulta de uma política de risco rigorosa e de um diálogo contínuo com as equipas de subscrição, sempre com um objetivo claro: tomar decisões rapidamente, mas, acima de tudo, tomar as decisões certas.

Graças aos alertas da Coface, antecipamos os riscos e ajustamos rapidamente as nossas decisões. Esta parceria constitui também uma garantia adicional de solidez e confiança para os nossos fornecedores.

Para muitas empresas, uma abordagem rigorosa à gestão do risco comercial pode ser vista como um fator que abranda o crescimento. Para a Vidalies, pelo contrário, representa uma verdadeira alavanca de desempenho. Esta abordagem desempenha um papel estruturante nas relações da empresa com os seus fornecedores e clientes.

Quando o risco é identificado, compreendido, analisado e validado através de diferentes fontes de informação, deixa de ser uma ameaça difusa para se tornar um dado concreto e mensurável.

E é precisamente esta informação fiável e acionável que permite à Vidalies tomar decisões com confiança, seja para manter uma relação comercial existente, estabelecer novas parcerias ou, quando necessário, retirar-se sem hesitação.

 

O fator humano: o elemento diferenciador por detrás de cada decisão estratégica

Para além da informação e das análises que proporcionam uma visão aprofundada do mercado, são também as relações humanas que tornam este modelo eficaz. Aquilo que pode ser determinante do ponto de vista comercial nem sempre é visível através dos dados.

A combinação entre a experiência setorial e o diálogo contínuo entre a empresa e os especialistas de risco da Coface permite à Vidalies alinhar as suas decisões com a realidade do mercado.

Quando a Coface emite um alerta relativamente a um parceiro comercial, a Vidalies reage de imediato, não como se estivesse perante uma mera restrição regulamentar, mas como perante um sinal de alerta credível, baseado num conhecimento profundo dos ciclos do setor. É precisamente esta capacidade de construir decisões informadas em conjunto que confere à Vidalies uma vantagem competitiva, num contexto em que outras empresas poderiam sentir-se tentadas a adotar uma postura mais cautelosa ou a adiar decisões importantes.

Contar com o apoio de especialistas que compreendem as particularidades do mercado, que comunicam de forma transparente mesmo quando existem divergências de opinião e que respondem em menos de 24 horas, incluindo em contexto internacional, faz toda a diferença!

 

A nossa relação, que já atravessa duas gerações, assenta na experiência, na confiança e na proximidade humana.

 

“O risco também é um recurso: quando bem gerido, transforma-se numa oportunidade a aproveitar”

Neste setor, onde cada decisão envolve volumes significativos de negócio, esta parceria de confiança funciona como uma verdadeira bússola, influenciando profundamente a forma como a empresa toma e arbitra as suas decisões estratégicas.

Na Vidalies, a gestão do risco não é encarada como uma postura defensiva destinada apenas a proteger o que já existe. Pelo contrário, esta abordagem sustenta uma trajetória de crescimento controlado e permite à empresa avançar com confiança, explorando novos mercados, assegurando volumes significativos junto de parceiros estratégicos e reforçando a sua solidez financeira perante fornecedores.

Para a Vidalies, o risco não é apenas uma ameaça a mitigar. Quando é devidamente identificado, compreendido e gerido, torna-se uma fonte de oportunidades e um fator de criação de valor. É esta visão que permite à empresa continuar a crescer de forma sustentável, mesmo num ambiente marcado pela incerteza.

No nosso negócio, a prioridade é reciclar matérias-primas e reintegrá-las na economia. O risco também é um recurso: quando é bem gerido, transforma-se numa oportunidade a aproveitar.

É isso que significa manter o nosso mundo aberto!

— Diane VIDALIES, Diretora Geral da  Vidalies.

 

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