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2013/01/10
Publicações Económicas

Panorama - 2º Semestre 2013

Panorama - 2º Semestre 2013

Classificado em sétimo lugar no Mundo (e a segunda maior economia emergente) pelo tamanho do PIB, o Brasil é o modelo de país emergente. Passou no teste da grande crise de 2009 de forma brilhante, demonstrando a força dos seus fundamentos económicos e a maturidade das suas instituições políticas. Mas o lendário optimismo Brasileiro tem sido duramente testado nos últimos dois anos: fraco crescimento, perda de competitividade industrial e, mais recentemente, os protestos em massa por uma população que se está a tornar impaciente….

 

Poderá o motor da economia Brasileira ser reparado?

 

Este novo número da Revista Panorama oferece uma análise global sobre o Brasil, que foca os desafios económicos, as questões sociopolíticas e apresenta uma análise sector a sector.

O fraco crescimento e as tensões sociais são o resultado de problemas estruturais menos relacionados com as políticas económicas clássicas do que com as reformas que afectam as infraestruturas e a educação, assuntos que, tal como Cristiano Souza do Santander enfatiza, “não podem ser resolvidos no curto prazo”. De acordo com Luiz Rabi da Serasa, o baixo crescimento significa que não haverá diminuição na taxa de insolvência das empresas. Por um lado, as empresas estão a beneficiar de uma saudável procura das famílias mas, por outro lado, as taxas de juro e o enfraquecimento da actividade global estão a afectar o seu desempenho.
 

Em todas as análises sectoriais apresentadas nesta revista (sectores químico, metalúrgico, automóvel, retalho, agro-alimentar) o famoso “custo Brasil” aparece uma e outra vez como uma decisiva desvantagem. Por exemplo, o custo da energia sobrecarrega a indústria metalúrgica; as pressões para o aumento dos salários estão a desgastar a competitividade da indústria química. Os pequenos produtores no sector agro-alimentar sofrem com a falta de acesso às novas tecnologias.
 

No entanto, a estrutura empresarial Brasileira beneficia de dois pontos fortes. O primeiro, o forte envolvimento das autoridades é uma constante – mesmo ao ponto de adoptar medidas proteccionistas. Fernando Figueiredo, Presidente Executivo da Associação da Indústria Química, analisa o Conselho de Competitividade atribuído à indústria química – iniciado pelo executivo – como “um impulso final na direcção certa” para a recuperação. Em segundo, evidentemente, o crescimento do rendimento da classe média contribui para o aumento dos preços, mas sustenta a indústria automóvel e o comércio a retalho, dois sectores-chave.

 

A classe média Brasileira, que está a abastecer-se, está a atrair investidores internacionais em busca de lucros, como é evidenciado pelo interesse dos fabricantes de automóveis coreanos e chineses. Em suma, o país tem todas as cartas necessárias para inspirar a esperança de que este imenso mercado irá relançar-se...

 

 

DOSSIER ESPECIAL: brasil
Economia do Brasil: Fragilidades preocupantes?

Por Yves Zlotowski e Rémy Carasse

 

Uma Sociedade sob pressão,

Por Dominique Fruchter

 

ENTREVISTAS 

Cristiano Souza, Economista, Santander
Fernando Figueiredo, Presidente Executivo, Abiquim
Luiz Rabi, Economista, Serasa Experian
 

 

panorama sectorial no brasil 

Por Patricia Krause

 

  • Químico: Um crescimento impressionante mas fraca competitividade
  • Metalúrgico: Activos para reverter os resultados decepcionantes
  • Automóvel: O quarto mercado do mundo desperta ambição
  • Retalho: Força motriz da economia
  • Agro-alimentar: Um novo estímulo após o revés de 2012
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