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2016/31/05
Publicações Económicas

BRASIL: um país em profunda recessão espera ansiosamente as decisões do novo governo

 

o BRASIL entrou em recessão técnica no SEGUNDO TRIMESTRE DE 2015.

 

A sua economia sofreu uma contracção de 3,8% em 2015, originada principalmente pela queda livre do investimento e o colapso do consumo. A actual recessão e o escândalo de corrupção conhecido como Operação Lava Jato tiveram um impacto na primeira, enquanto que o segundo foi afectado pelo aumento de desemprego, o crescimento negativo do salário real e a deteriorização das condições de crédito.

 

O Governo tão pouco conseguiu conter o curso perigoso dos seus gastos e em 2015 registou pelo segundo ano consecutivo um défice fiscal primário – um claro sinal da falta de disciplina fiscal. Após uma primeira revisão em baixa da classificação de risco país de A4 para B em Setembro de 2015, em Janeiro de 2016 a Coface concedeu ao país uma nova classificação C, que representa um risco elevado.

 

A 12 de Maio de 2016, a Presidente Dilma Roussef foi temporariamente afastada do seu cargo, depois do Senado votar a favor do seu “impeachment” político. Estes procedimentos iniciaram-se após a violação da Lei de Responsabilidade Fiscal e relacionam-se sobretudo com as irregularidades fiscais. Agora que o vice-Presidente Michel Temer (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) assumiu a presidência, o Senado tem 180 dias para proceder com o julgamento. Se dois terços do Senado votam a favor, Dilma será destituída definitivamente, em cujo caso, Temer assumirá o restante mandato presidencial, que termina em 2018.

 

Espera-se que a curto prazo a confiança comece a mostrar sinais de melhora, graças à esperança que desperta o novo governo. No entanto, Temer assumiu o seu cargo com um apoio muito débil por parte da população, uma vez que não foi eleito directamente e o seu partido também está fortemente associado a escândalos de corrupção do caso Lava Jato. Entretanto, continuam as investigações, novos escândalos podem ver a luz do dia nas notícias durante os próximos meses. O vice-presidente não terá muito tempo para implementar melhorias em termos de compromissos fiscais ou da sua habilidade para negociar com o Congresso, com o propósito de aplicar as medidas necessárias para impulsionar uma recuperação económica.

 

A actividade não irá recuperar em 2016 e a Coface prevê uma contracção de 3% do PIB para este ano. O cenário de debilidade contagiou os principais sectores da economia, resultado num aumento da taxa de insolvência. O barómetro sectorial da Coface evidencia que os principais sectores de actividade estão em elevado risco. As perspectivas são ainda piores para a construção, a indústria automóvel e a metalúrgica, que actualmente estão com risco muito elevado. É pouco provável que esta tendência se inverta no curto prazo, já que a recessão continua a prejudicar a rentabilidade.

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