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2015/14/10
Publicações Económicas

Ásia ameaçada pelo abrandamento da china

Ásia ameaçada pelo abrandamento da china

A economia Chinesa tem estado em destaque há vários meses: desvalorização da moeda (yuan), colapso da bolsa de valores, redução dos preços dos imóveis, receio de um abrandamento económico excessivo, dúvidas quanto à fiabilidade de informações publicadas e, de um modo geral, incertezas quanto ao processo de reajustamento lançado pelas autoridades. Neste ambiente causador de ansiedade, outros países Asiáticos parecem ser as primeiras potenciais vítimas na eventualidade de uma aterragem difícil para a economia Chinesa.

 

 

Embora tenham beneficiado da sua proximidade geográfica e de especializações sectoriais para negociar massivamente e para crescer nas pegadas da China desde o início de 2000, a sua integração actualmente parece ser um factor de risco, já que a China contribuiu perto de 32% para o seu crescimento global e 72% para o crescimento emergente na Ásia desde 2000. Nesta perspectiva, olhamos primeiramente para o estado do abrandamento Chinês e depois identificamos de que forma é que os países da Ásia estão a ser afectados pelas perdas de competitividade que acompanharam esta redução de vigor da actividade. Posteriormente, identificamos os países que estão mais vulneráveis a este desenvolvimento, focando em três canais de transmissão: o comércio, os preços de mercadorias e o financiamento.

 

Podemos tecer várias conclusões a partir deste estudo. Primeiro, os dois mercados financeiros e centros de comércio de Hong Kong e Singapura estão particularmente vulneráveis ao abrandamento Chinês, através do canal de comércio, bem como do canal financeiro. Outros países, em primeiro lugar a Mongólia, podem vir a ser afectados pela diminuição dos preços das mercadorias mas também pela redução no investimento Chinês nos sectores relacionados. No outro extremo, dois países da região parecem actualmente mais imunes do que os outros, i.e. a Índia e as Filipinas. Entre estes dois grupos, a Tailândia, a Malásia e a Indonésia estão numa posição intermédia: embora a sua exposição ao abrandamento do fluxo comercial e financeiro Chinês seja significativo, não é suficiente para afectar o seu crescimento na eventualidade de uma aterragem suave para a economia, que se mantém a principal hipótese da Coface (esperamos que o crescimento Chinês alcance 6.7% em 2015 e 6.2% em 2016).

 

 

 

 

 

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