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2018/12/07
Risco País e Estudos Económicos

O sector metalúrgico no mundo: Preços continuam a aumentar em 2018, prevendo-se um possível declínio em 2019

O sector metalúrgico no mundo: Preços continuam a aumentar em 2018, prevendo-se um possível declínio em 2019
  • O sector metalúrgico tem desfrutado de uma tendência crescente nos preços e um aumento da procura desde meados de 2016
  • O crescente proteccionismo nos EUA e na Europa, juntamente com as medidas de retaliação da China, tiveram um impacto na confiança e nos investimentos das empresas – mas ainda não dificultam o crescimento económico
  • São esperadas várias tendências até ao final de 2019: os preço dos  metais comuns devem subir, mas os preços dos metais ferrosos devem diminuir como resultado do excesso de produção

 

O mercado de metais está optimista mas os risco continuam elevados

 

Por de trás de um crescimento económico altamente sincronizado, das mudanças tecnológicas que impulsionam o aumento do uso de metais e a falta de oferta, os metais têm vindo a beneficiar de um forte mercado desde meados de 2016. Um aumento da procura com esta dimensão, não é observados desde o período pós crise, em 2008. Esta situação, combinada com um dólar Americano mais fraco, traduz-se na recuperação dos preços do metal, com o alumínio a registar um aumento de 37% no acumulado do ano, enquanto o cobalto quadriplicou, os preços do cobre e do níquel cresceram 44% e 53%, respectivamente, e o zinco duplicou o preço, em relação ao ínicio de 2016.

 

Embora o crescimento e a rentabilidade tenham regressado, para a maioria dos segmentos, a indústria metalúrgica permanece como uma das mais arriscadas na avaliação sectorial da Coface, considerada com um nível de risco de crédito “Elevado”. Empresas mais fragilizadas pertencentes à actividade grossista, confrontam-se com as relações assimétricas com grandes clientes.

 

 

Várias tendências em 2018 e 2019

 

A Interferência política e as rupturas geopolíticas sempre foram factores importantes que geram volatilidade e aumento de preços no sector metalúrgico. As recentes medidas proteccionistas introduzidas nos EUA (como os impostos pela importação de aço e alumínio) e pela União Europeia (tarifas anti-dumping sobre o aço e o ferro) até agora, tiveram um impacto silencioso sobre os produtores de metal Chineses, uma vez que estes redireccionaram a sua produção para longe desses mercados, concentrando-se no seu mercado interno. As tarifas de retaliação chinesas às medidas dos EUA – sobre tubos de aço, aviões e automóveis – provavelmente não causaram grande impacto na indústria automóvel. Até agora, o crescimento económico não foi prejudicado, uma vez que menos de 1% do PIB dos EUA e da China está em causa, mas uma guerra comercial pode definitivamente afectar os riscos de crédito das empresas. A Coface antecipa que o investimento e a confiança nos negócios serão afectados negativamente por este contexto crescente de proteccionismo em 2018.

 

Todos os sinais sugerem que a economia mundial ultrapassou o seu pico de  crescimento e, em teoria, é provável que esta situação exerça uma pressão sobre a descida dos preços em 2019. A curto prazo, as tensões crescente certamente que vão continuar a aumentar os preços. Esta situação vai beneficiar a grande maioria dos metais comuns, que são impulsionados pelo aumento da procura para baterias e componentes eléctricos. No período de Dezembro de 2017 a Dezembro de 2019, o alumínio deverá crescer apenas 2%. O cobre deverá seguir a mesma tendência, crescendo 2,4%, enquanto que para o níquel e o zinco, prevê-se um aumento de 18% e 14%, respectivamente. Isto obrigará os consumidores finais, como fabricantes de baterias e de automóveis, a considerar outros materiais em caso de escassez ou preços mais elevados.  

 

Em contraste, os preços do aço provavelmente cairão 19% no mesmo período, será de esperar um excesso de produção, uma vez que a siderurgias Chinesas têm pouca disciplina de produção nos períodos de enfraquecimento dos preços. Este cenário base de queda dos preços nos metais ferrosos é suportado pelos níveis globalmente elevados das dívidas das empresas.  Os rácios da dívida líquida são especialmente elevados na China, onde o sector é dominado por grandes empresas estatais, bem como nos EUA (15%), onde as empresas estão mais expostas a potenciais correcções nos fluxos de caixa.

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