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2017/25/09
Risco País e Estudos Económicos

Estudo Coface - Análise das insolvências na Europa Central e Oriental

Estudo Coface - Análise das insolvências na Europa Central e Oriental
Menos insolvências registadas em 2016, com excepção do sector da Construção 

 

  • O número de insolvências nas empresas reduziu: 14% em 2015 e 6% em 2016
  • As dinâmicas foram extremamente variadas, com um decréscimo de 35,6% na Bulgária, um ligeiro aumento de 2,6% na Polónia e um aumento de 56,9% na Hungria
  • O sector da Construção permanece entre os mais afectados com as insolvências
  • A Coface prevê um decréscimo no número de insolvências na região de 3,9% em 2017 e 2,3% em 2018

 

O ano 2016 ficou marcado pelo contínuo declínio das insolvências na região da Europa Central e Oriental, com uma descida de 6%, após a queda de 14% registada em 2015. Ao todo, durante o ano passado, seis em cada 1,000 entidades entraram em processo de insolvência. Esta melhoria encontra-se em sintonia com as condições macroeconómicas favoráveis, que por sua vez são fruto da situação positiva no mercado laboral, com as taxas de desemprego a baixar e os ordenados em crescimento. Apesar desta conjuntura positiva, as insolvências continuam acima dos níveis pré-crise de 2008 na maioria dos países. A Roménia e a Eslováquia foram os únicos países a registar um nível de insolvências abaixo do que apresentavam em 2008.

 

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As dinâmicas variam bastante entre os 14 países da Europa Central e Oriental abrangidos por esta análise. Oito países registaram um declínio no número de insolvências em 2016. ABulgáriafoi o que apresentou uma redução mais acentuada, com uma queda de 35,6% e praticamente nenhuma situação nos sectores farmacêutico, de IT e Educação. Por outro lado, naHungria,as insolvências duplicaram comparativamente ao ano anterior, e naLituâniao aumento foi de +35,2%. No caso da Hungria este aumento deveu-se, principalmente, ao número de insolvênciasex officio(que escassamente marcavam presença nas estatísticas de 2015). As estatísticas da Lituânia sofreram o impacto dos processos de “limpeza” da Direcção Estatal de Inspecção de Impostos e Fundos Sociais que retiraram do mercado várias empresas que já se encontravam em insolvência há algum tempo. APolóniaregistou um ligeiro aumento de 2,6%, derivado das alterações legais implementadas no ano passado, com o intuito de regularizar as situações de insolvência e as reestruturações de empresas com prolemas de pagamentos.

 

Sector da Construção: o pior entre os piores.

 

Uma análise separada dos sectores revelou que, enquanto alguns sectores beneficiaram de melhorias no ano passado, outros tiveram problemas de liquidez. Apesar desta variação entre os diferentes países, foram identificadas na generalidade algumas tendências comuns na região. O sector de Construção foi o que enfrentou um maior número de dificuldades. As economias da Europa Central e Oriental sofreram o impacto da mudança para o novo modelo orçamental da UE e da diminuição de investimentos em 2016, com o PIB a evoluir de maneira mais lenta (descida de 3,5% em 2015, para 2,9% em 2016). No sector da Construção, a maioria dos países registaram uma queda significativa de actividade, o que levou a uma deterioração das condições de liquidez das empresas do sector. Para alguns países, como a Estónia, Hungria e Rússia, as insolências de construtoras contabilizaram mais de 20% do total registado.

 
Antecipação das tendências positivas para os próximos anos.

 

A Coface prevê a continuidade desta tendência de redução do número de insolvências na Europa Central e Oriental, de 3,9% em 2017 e 2,3% em 2018.“A aceleração do crescimento do PIB e o ressurgimento nos investimentos, auspiciam sinais mais positivos para as empresas”sublinha Grzegorz Sielewicz, Economista da Coface para a região Central e Oriental da Europa.”Uma nova vaga de projectos de infra-estruturas, as contribuições estáveis por parte do consumo das famílias e o desenvolvimento de novos mercados de exportação, serão os suportes para o desenvolvimento económico.”

 

A recuperação dos investimentos deverá ser especialmente benéfica para sectores como a  Construção, os Transportes e o fabrico de maquinaria pesada, equipamento e materiais de construção. Apesar disto, a falta de mão-de-obra continuará a ser um obstáculo para as empresas em expansão.

 

Por fim, o ambiente empresarial poderá viver alguns desafios relacionados com os desenvolvimentos da economia global e as incertezas políticas. Estas últimas incluem as potenciais consequências negativas do Brexit e a inseguranças na Europa Ocidental, bem como os imprevisíveis resultados das eleições italianas. Possíveis problemas políticos foram também observados na República Checa, na Polónia e na Roménia.

 

 

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