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2015/30/06
Risco País e Estudos Económicos

Coface revê em alta a avaliação de risco país de Portugal, abaixo da China e, coloca sob vigilância negativa as economias afectadas pela queda...

Coface revê em alta a avaliação de risco país de Portugal, abaixo da China e, coloca sob vigilância negativa as economias afectadas pela queda dos preços do petróleo.

Muitos países enfrentam a queda dos preços do petróleo, especialmente os países emergentes, para os quais a Coface reviu as suas previsões de crescimento de 4% para 2015 (em comparação com os 4.2% previstos em Março de 2015).

Entretanto, as economias desenvolvidas (com uma previsão de crescimento de 2% para 2015 e 2016) estão a beneficiar da ligeira recuperação da Zona Euro (1.5% em 2015).

 

Continua a recuperação económica na Eurásia
  • A República Checa, Portugal e Vietname, encontram-se sob vigilância positiva desde Janeiro de 2015. Continuam no bom caminho e as suas economias estão a ser impulsionadas pelo consumo.
  • ARepública Checavê-se beneficiada pela recuperação económica da Europa Ocidental (mais especificamente, do mercado automóvel europeu) e a sua evolução foi revista em alta, situando-se em A3.
  • Com o apoio de um comportamento de pagamento satisfatório, a Coface revê em alta a evolução dePortugal, situando-se em A4 e confirma uma dinâmica empresarial positiva, sobretudo entre as empresas exportadoras.
  • O Vietname, cuja avaliação se situa em B, experimenta uma aceleração do consumo privado, devido à baixa inflação e à recuperação da confiança do consumidor. O risco extremo foi reduzido, a conta corrente é excedentária e as reservas cambiais estão a melhorar.
Canadá, Argélia e Gabão estão a sofrer os efeitos da queda dos preços do petróleo

Os países exportadores de hidrocarbonetos estão a sofrer as consequências da sua dependência do sector do petróleo:

  • A avaliação A1 doCanadáfoi colocada sob vigilância negativa, devido aos efeitos da queda dos preços do petróleo sobre o investimento, aos riscos que ameaçam o sector imobiliário e ao contexto de crescimento negativo durante o primeiro trimestre de 2015.
  • A avaliação A4 daArgéliatambém foi colocada sob vigilância negativa. A diminuição dos preços do petróleo teve um impacto negativo nas contas públicas e na conta corrente do país. Se os preços não melhorarem, a actividade no país não se restabelecerá.
  • A avaliação B doGabãofoi colocada sob vigilância negativa. A sua grande dependência do petróleo irá resultar na desaceleração da actividade económica, com um crescimento de 4% em 2015 (face a uma média de 5.4% nos últimos anos).
  • A Tanzâniaestá a sofrer uma rápida queda na sua taxa de câmbio frente ao dólar Americano. A desvalorização da sua moeda (o Shilling) causa preocupação e envolve grandes prejuízos para as empresas. O país sofre uma desaceleração do seu crescimento, enquanto o défice público se agrava. A Coface colocou a sua avaliação B sob vigilância negativa.
  • Por último, a economia dMadagáscarsofre as consequências da sua contínua instabilidade política. A sua avaliação C também se encontra sob vigilância negativa.
O nível de dívida corporativa da economia da china é preocupante

Sob vigilância negativa desde Janeiro de 2015, a avaliação daChina, foi reduzida para A4.

O nível da dívida privada chinesa está a aumentar, devido principalmente às empresas. De acordo com o FMI, chegou a 207% do PIB em 2014, frente a 130% em 2018, um nível preocupante e que supera amplamente os níveis observados em outros países emergentes. Consequentemente, a solvência das empresas dos sectores mais débeis poderia ser afectada. Segmentos tais como o cimento, os produtos químicos e o aço, associados ao investimento em infra-estruturas, vêem-se debilitados pelo excesso de capacidade.

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