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2014/03/04
Risco País e Estudos Económicos

A Coface identifica os 10 países emergentes que seguem de perto os BRICS

A Coface identifica os 10 países emergentes  que seguem de perto os BRICS

Após 10 anos de crescimento frenético, os BRICS estão a abrandar significativamente: em 2014, a Coface prevê um crescimento de, em média, 3,2 pontos abaixo da média do crescimento desses países registada na década anterior. Ao mesmo tempo, outros países emergentes estão a acelerar o seu desenvolvimento. Entre eles, o 'top 10' surge com boas perspectivas de produção e com financiamento suficiente para suportar a sua expansão. 

 

Para além de acelerar um crescimento elevado, o financiamento é necessário para impulsionar o investimento.

 

Apesar da tendência do consumidor permanecer favorável, os BRICS estão a deparar-se com um abrandamento do crescimento devido a um ajuste na oferta e a uma acentuada desaceleração no investimento. As empresas locais já não têm capacidade de produção suficiente para atender a contínua forte procura.

 

Para identificar os países promissores aos quais os BRICS estão neste momento a dar lugar, a Coface identificou vários critérios, incluindo dois que são essenciais:

 

  • Os países que têm elevado crescimento, o qual está a acelerar, e cuja economia é diversificada e resiliente a um abrandamento no crescimento; 
  • Os países que têm capacidade suficiente de angariar financiamento para o seu crescimento (a um nível mínimo de redução necessário para evitar o recurso excessivo à poupança externa), sem o risco de criar uma bolha de crédito, ou que ainda não têm mercados de capitais com tamanho comparável aos dos países da OCDE.  

 

A Colômbia, a Indonésia, o Peru, as Filipinas e o Sri Lanka: forte potencial confirmado por um ambiente de negócios adequado

 

A Coface identifica apenas 10 "novos países emergentes" que cumprem todos os critérios. No entanto, esses países não são idênticos entre si em termos de ambiente de negócios - há fragilidades que podem ainda asfixiar o seu crescimento. O que leva a Coface a distinguir dois grupos nos "novos países emergentes":

 

  • Colômbia, Indonésia, Peru, Filipinas e Sri Lanka possuem um bom ambiente de negócios (nível A4 ou B), semelhante à classificação actual dos países dos BRIC. 

 

  • Quénia, Tanzânia, Zâmbia, Bangladesh e Etiópia possuem ambientes de negócios muito difíceis (C) ou mesmo extremamente difíceis (D), o que pode prejudicar as suas perspectivas de crescimento.  

 

"Naturalmente, será mais difícil para o segundo grupo de países, que podem levar mais tempo a realizar em pleno o seu potencial de crescimento. No entanto, os seus problemas de ambiente de negócios são relativos: Em 2001, a qualidade de governação no Brasil, China, Índia e Rússia foi comparável à do Quénia, Tanzânia, Zâmbia, Bangladesh e Etiópia actualmente", refere Julien Marcilly, chefe de risco-país na Coface.

 
O crescimento dos "novos" países emergentes irá tomar um caminho diferente em relação ao dos BRICS
 

No entanto, persistem algumas fragilidades, em comparação com os BRICS na década de 2000. Em primeiro lugar, os 10 "novos" países emergentes actualmente identificados, representam apenas 11% da população mundial, enquanto que os BRICS foram responsáveis por 43% da população em 2001. Em segundo lugar, o seu nível de PIB é de apenas 70% do valor do PIB dos BRICS em 2001. Finalmente, os BRICS registam em média, um superávit em conta corrente excessivo, enquanto os "novos" países emergentes registam um défice de cerca de 6% do PIB.

 

"Com o crescimento estruturalmente mais fraco nos países desenvolvidos,actualmente, os "novos"países emergentes poderão beneficiar menos do comércio com estes países do que os BRICS na década de 2000. As taxas de crescimento dependerão mais dos seus mercados internos e das exportações para outros mercados emergentes", conclui Julien Marcilly.

 

Apesar de um ambiente menos dinâmico, os "novos" países emergentes têm vantagens sobre os BRICS de 2001. As taxas de inflação são de cerca de 2,8 pontos mais baixas do que aquelas que os países BRIC experimentaram, e o seu nível de dívida pública é de cerca de 40% do PIB, comparados com  54% dos BRICS em relação ao mesmo período.

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