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2016/28/12
Publicações Económicas

TURQUIA: O FIM DO PERÍODO TÚLIPA?

TURQUIA: O FIM DO PERÍODO TÚLIPA?

A economia na Turquia registou diversos choques ao longo dos anos 2015 e 2016. Intensificados pelas incertezas políticas, pelas tensões regionais, pelo processo de aumento das taxas dos EUA, pelo agravamento da avaliação de crédito e pelas questões de segurança interna, que resultaram na diminuição das receitas de turismo, no abrandamento da procura dos consumidores, na pouca apetência dos investidores (estrangeiros e nacionais) e no enfraquecimento da moeda local. Estes factores contribuiram para um abrandamento das entradas de capital na Turquia – das quais a actividade económica do país é fortemente dependente. Agravado pela aversão global ao risco e pelo facto das empresas locais pagarem as suas dívidas em dólares, este ambiente provocou uma forte depreciação na lira. Este facto está a ameaçar o comportamento de pagamento do sector privado, bem como, o investimento e as perspectivas de crescimento. A Coface espera que a economia da Turquia cresça cerca de 2,5% em 2016 e 2,7% em 2017.

 

Contudo, é importante referir que apesar das situações conturbadas a nível nacional e internacional, ao longo dos últimos anos, a economia Turca demonstrou resiliência. A produção industrial continua a aumentar numa base anual, principalmente devido à recuperação económica da Europa, o principal parceiro comercial da Turquia. As medidas que foram implementadas para impulsionar a procura interna, são expectáveis de surtir efeito sobre o consumo, no período que se avizinha. Graças a uma melhoria no relacionamento com os países vizinhos, as receitas do turismo deverão começar a aumentar no segundo semestre de 2017. As exportações para a União Europeia continuam a aumentar, parcialmente compensadas pela queda nas receitas dos exportadores. O aumento da despesa pública também irá apoiar a actividade económica, especialmente com o recente pacote de medidas de incentivo implementado em 2016 e destinado a encorajar os investimentos. Mais importante, a implementação de reformas estruturais significa que o caminho para o crescimento sustentável no médio prazo  ainda é promissor para a economia, ainda mais quando o país beneficia de uma população maioritariamente jovem e de um vasto mercado interno. Apesar do crescimento económico ter abrandado, a economia continua com uma progressão constante durante os últimos anos.

 

Após a elaboração deste cenário desafiador na primeira secção do estudo, este dossier especial focaliza-se no sector do retalho, uma vez que é um bom indicador da procura interna e do impacto dos riscos cambiais para as empresas. Este estudo também analisa o sector automóvel, no qual as vendas nacionais apresentam um declínio progressivo, mas as exportações continuam relativamente fortes, impulsionadas pela recuperação da União Europeia.

 

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  • É esperado um crescimento baixo
  • Risco Sectorial
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