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2016/30/05
Publicações Económicas

Sector Metalúrgico: produção a todo o custo?

Sector Metalúrgico: produção a todo o custo?

Após a esplêndida época da década de 2000, marcada pelo auge dos produtos básicos e uma actividade massiva do comércio chinês, que se converteu no maior produtor e consumidor, o sector metalúrgico enfrenta as consequências deste auge, uma vez que 8 anos depois da crise de 2008, continua a sofrer um significativo excesso de capacidade. A desaceleração estrutural da economia chinesa é obviamente uma das principais causas desta situação, mas também têm influência outros factores, incluíndo a contracção e a terceirização da actividade no resto do mundo e a correlação dos preços do aço com outras matérias primas não renováveis, que também estão a diminuir.

 

Neste contexto de estagnação da procura, a capacidade de produção de aço na China aumentou de 660 milhões de toneladas em 2008, para 1.12 milhões em 2015, razão pela qual está a “inundar” o resto do mundo com os seus excedentes, com o risco consequente de provocar tensões bilaterais, já que cada país está preocupado com a protecção da sua indústria nacional.

 

Dada a escassa procura interna e a concorrência estrangeira, as dificuldades financeiras aumentam para as empresas deste sector, que estão entre as mais alavancadas e menos rentáveis do mundo.

Após a queda de 2,2% no ano 2015, prevê-se que a produção do aço mundial irá contrair 2,5% em 2016, segundo a Coface. A primeira redução da capacidade de produção chinesa (de 40 milhões de toneladas em 2015) e a difícil situação em que se encontram os fabricantes de aço, confirmam esta previsão.

 

É provável que a procura de aço se mantenha débil em 2016 (0%), após a queda de 2,5% em 2015, provocada pelo efeito chinês. No entanto, há sinais de esperança a longo prazo. A Coface espera que a procura mundial cresça 1% em 2017 e depois cerca de 2,5% em média durante os dois anos seguintes, graças às perspectivas optimistras de crescimento da população urbana nos países emergentes.

 

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