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2017/31/01
Publicações Económicas

PANORAMA: MELHORIAS ECONÓMICAS APESAR DAS INCERTEZAS ACTUAIS

PANORAMA: MELHORIAS ECONÓMICAS APESAR DAS INCERTEZAS ACTUAIS

Tendo em conta a queda do preço do petróleo e dos mercados financeiros no Inverno, o referendo relativo ao Brexit no Verão e a eleição de Donald Trump no Outono, 2016 foi pontuado por uma série de acontecimentos surpreendentes. Podemos esperar uma acalmia, ou até melhorias, em 2017?          

Apesar do final de 2016 ter sido marcado por acontecimentos inesperados nos EUA, com a surpresa nas eleições presidenciais e o aumento de taxas de juro de referência pela Reserva Federal, nenhum desses mesmos acontecimentos causou um colapso nos mercados financeiros. Nas economias emergentes foram inclusive detectadas melhorias nos últimos meses. Mas poderá esta tendência manter-se?  

 

O nevoeiro da incerteza dificilmente se desvanecerá em 2017. As previsões em relação às repercussões dos eventos de 2016 vão continuar imprecisas. Entres estas incertezas encontram-se (I) as desconhecidas e imprevisíveis politicas de Donald Trump, tanto a um nível interno como em termos colaterais (Tal como o impacto no México, onde a actividade já demonstra um abrandamento, com o agravamento da avaliação da Coface para B); a falta de visibilidade para o futuro do Reino Unido, onde os termos da sua saída da União Europeia ainda se encontram por definir; e (III) os risco políticos relacionados com os próximos ciclos eleitorais (nomeadamente na Holanda, França e Alemanha). Adicionalmente, além destes riscos indeterminados, existem também perigos “convencionais” como o abrandamento e reequilíbrio da economia Chinesa e questões sobre a rapidez da subida do preço das matérias-primas. Um novo factor será no entanto o esperado retorno da inflação, mesmo que apenas como reacção automática ao atingir dos mais baixos preços para matérias-primas em 2016, e apesar da procura doméstica se ter mantido relativamente moderada.  

 

Apesar destes riscos, alguns países (como a Espanha, com uma melhoria para A3) estão novamente no bom caminho. Na Europa Central, Estónia, Sérvia e Hungria assistem a uma contínua melhoria nas suas previsões de risco. Na África, o Gana (melhorado para B) e o Quénia (para A4) apresentam-se de forma mais positiva, enquanto continua a existir esperança numa conjuntura mais positiva para a Rússia e o Brasil. Outros países fizeram boas resoluções de ano novo. Claramente, reajustamentos voluntários, e até mesmo dolorosos, terão de ser feitos. No entanto, as perspectivas a médio prazo parecem muito mais positivas. Após um ano difícil a Argentina parece demonstrar inclinação para começar a colher os frutos dos seus esforços (daí a sua melhoria para nível B). Após uma desvalorização da moeda e um empréstimo do FMI, espera-se que as empresas Egípcias experienciem um alívio nos seus problemas de incumprimento de pagamento, mesmo tendo em conta um abrandamento no crescimento.  A Turquia no entanto, continua sob vigilância, tal como a África do Sul (que agravou o seu nível para C). Finalmente, esta é a primeira vez, desde Junho de 2015, que a Coface efectuou um maior número de melhorias do que de agravamentos no que concerne às Avaliações de Risco País.    

 

 

Faça o download da publicação:

 

  •  Economia Mundial: Depois de um 2016 tumultuoso, ligeiras melhorias em 2017
  • Persistência de nuvens no horizonte para 2017: Detalhes do Brexit e das políticas dos EUA
  • Risco político em 2017: Possíveis tempestades.
  • Países emergentes: países a ter em conta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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