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2017/01/06
Publicações Económicas

INSOLVÊNCIAS NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO EM FRANÇA: AS TAXAS DE JURO SÃO A RESPOSTA

INSOLVÊNCIAS NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO EM FRANÇA: AS TAXAS DE JURO SÃO A RESPOSTA

Desde o abrandamento em 2014, vislumbres de uma recuperação foram sentidos no sector da construção. As insolvêcias das empresas estão a diminuir. As famílias Francesas têm tendência em investir na construção, à medida que o seu poder de compra aumenta para o seu nível mais forte, desde o ano 2003, em especial devido ao facto das taxas de juro estarem historicamente baixas. Contudo, as taxas de juro têm vindo a aumentar desde o início do ano, o que poderá colocar um travão nos gastos das famílias, caso esta tendência se mantenha.

Assim sendo, se as insolvências das empresas na indústria da construção continuarem a diminuir até ao final do ano (-7,7% em média em 2017 de acordo com os dados da Coface), o poder de compra das famílias para adquirir novas propriedades irá começar a diminuir por m² em 2017. A Coface prevê uma diminuição do poder de compra entre 2016 e 2018, o que significa que em apenas dois anos regressamos aos níveis de 2012. A recente recuperação poderá se de facto de curta duração.

 

a indústria finalmente recupera à boleia das baixas taxas de juro

Com um crescimento médio das insolvências nas empresas de 4,2% ao ano, cerca de 137.520 empresas apresentaram insolvência entre 2008 e 2014, efectivamente um terço de todas as insolvências em França (415.000).

Esta tendência inverteu-se consideravelmente em 2016, com um decréscimo nas insolvências de 6,8%, em especial nos oficios tradicionais. As melhorias mais significativas foram observadas nas áreas da canalização (-15,1%) e acabamentos (-16,3%), que contabilizam cerca de 7% e 3,6% numa indústria fragmentada. As agências imobiliárias (4% das insolvências na indústria) também beneficiaram desta recuperação (-14,8%). Especialmente, o mercado de vendas de habitações em segunda-mão está menos dinâmico (*5,6%) do que os de construção nova (+20,6%) de acordo com o Ministério do Ambiente, da Energia e do Mar.

 

Simultaneamente, a margem bruta das empresas nesta indústria aumentou cerca de 5,3% ao longo do ano, até ao final do último trimestre de 2016. Esta recuperação também conduziu a um aumento na capacidade de utilização das taxas no sector: 86,1% em média em 2016 comparado com 84,3% em 2015 (mas bem longe da média de 92,5% registada entre 2001 e 2008). A situação melhorou de alguma forma, tendo os trabalhadores da área uma média de 6 a 8 meses de trabalho. No final de Fevereiro de 2017, a contrução de novas habitações, bem como as autorizações de construção de aumentaram respectivamente cerca de 13% e 14,4% ao longo de 12 meses. Este bom desempenho levou a Coface, em Março de 2017, a rever o avaliação de risco do sector da construção para risco médio.

 

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