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2016/21/07
Publicações Económicas

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS: UMA NOVA ERA DE CRESCIMENTO LENTO

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS: UMA NOVA ERA DE CRESCIMENTO LENTO

A economia dos Emirados Árabes Unidos (EAU) é a mais diversificada na região do Golfo. Esta diversificação tornou-se especialmente importante desde meados de 2014, com a queda dos preços do petróleo. Apenas 30% do PIB e perto de 20% das exportações provêem das receitas de hidrocarboneto em 2015. Este nível de diversificação económica relativamente alto, tornou o país menos vulnerável às oscilações do preço do petróleo. Os esforços diversificados ajudaram os EAU a construir sólidas reservas de capital que permitem ao governo continuar a suportar as actividades económicas que não estão relacionadas com o hidrocarboneto.
 

Contudo, esta situação não faz com que o país seja totalmente imune à queda dos preços energéticos, uma vez que dois terços das suas receitas fiscais provêem dos hidrocarbonetos. O governo decidiu, por isso, implementar uma consolidação fiscal e retirar alguns subsídios energéticos. Aliada a uma política monetária menos acomodatícia relativamente à rigorosa política do governo federal norte americano, esta consolidação fiscal pode reduzir o ritmo de crescimento do consumo privado, a força motriz do crescimento económico nos EAU. O primeiro capítulo desta edição da revista Panorama focaliza-se no impacto da diversificação económica no desempenho do crescimento.
 

Contudo, é expectável que o governo continue ter despesas nas actividades económicas que não estão relacionadas com os hidrocarbonetos, e que irão suportar a economia. Os EAU continuam extremamente atractivos para os investidores estrangeiros. O seu ambiente económico favorável beneficia da sua elevada produtividade, excelentes infra-estruturas, forte ligações aos mercados internacionais e um sector privado dinâmico.

 

Estes são os pilares que suportam o desenvolvimento de sectores como o retalho e o turismo – nos quais esta edição se focaliza na segunda parte. Contudo, alguns desafios permanecem. As condições de liquidez mais restritivas e os custos elevados estão a assombrar as margens de lucro no sector do retalho. No sector do turismo, os preços baixos da energia e a depreciação do rublo Russo e do euro face ao dólar (ao qual o dirham está indexado) está a colocar pressão no desempenho das empresas.

 

Relativamente ao risco sectorial, a Coface aumentou o nível de risco do sector automóvel de moderado para elevado, enquanto que os sectores têxtil, retalho e agro-alimentar aumentaram do nível de risco médio para o nível elevado. A questão da sustentabilidade do actual sistema monetário de indexação utilizado nos países do Golfo será analisada no final do primeiro capítulo.    

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