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2016/26/07
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BARÓMETRO RISCO PAÍS 1º SEMESTRE 2016 – CHINA E ESTADOS UNIDOS, DOIS GIGANTES COM PÉS DE BARRO

BARÓMETRO RISCO PAÍS 1º SEMESTRE 2016 – CHINA E ESTADOS UNIDOS, DOIS GIGANTES COM PÉS DE BARRO
A economia global continua presa a uma armadilha de crescimento lento ao “estilo japonês”, apesar das políticas monetárias mais expansionistas

Um crescimento saudável nasce na Europa, graças `a recuperação de muitos mercados emergentes e dos preços do petróleo: houve um crescente número de sinais de retoma na primavera antes do referendo no Reino Unido. Mas esta calma é apenas aparente, uma vez que, muitos “micro” riscos aparecem assim que analisamos a superfície “macro”.

 

E as duas maiores economias no mundo, os Estados Unidos e a China, cujas avaliações desceram, respectivamente, para A2 e B, ilustram perfeitamente esta tendência. Na China, o indicador económico mais analisado, como o crescimento do PIB, receitas do sector de retalho e a produção industrial, demonstram que o crescimento está a estabilizar. Mas as insolvências estão a crescer rapidamente. Nos Estados Unidos, escondido atrás da queda contínua, está a taxa de desemprego, existindo empresas cuja rentabilidade está a ser desgastada e que por isso estão a investir menos.

 

Mas os paralelos entre a China e os Estados Unidos ficam por aí, uma vez que estas “micro” vulnerabilidades são diferentes nos dois lados do Pacífico. Na China, as empresas sofrem de excesso de capacidade e de dívida excessiva, o que levará tempo a reduzir, enquanto que nos Estados Unidos, o problema das empresas é mais cíclico e estrutural: seis anos após o começo do processo de recuperação, do qual beneficiaram, o ponto de inversão foi alcançado e resultou num aumento de insolvências no início de 2016, pela primeira vez desde 2010.

Se adicionarmos o Japão (reduzido para A2 em Março), é a terceira maior economia a ver o risco de crédito das suas empresas a aumentar na primeira metade do ano. Não surpreendentemente, os países asiáticos são afectados negativamente pelo abrandamento chinês (Coreia do Sul, Hong Kong, Singapura e Taiwan).

 

Antes do referendo no Reino Unido, a Europa era – para variar – o mensageiro das boas notícias: as avaliações de países como a França e a Itália foram actualmente revistas com melhorias (respectivamente para A2 e A3), debaixo de decrescentes insolvências, receitas que aumentaram, e mesmo, mais condições favoráveis de empréstimo. A Europa Central e Oriental estão a beneficiar da recuperação da Zona Euro: Roménia, Eslovénia, Lituânia e Letónia estão a ser reavaliadas.

 

Na Europa, as empresas devem, por isso, manter o momento positivo de crescimento nos próximos meses, ao menos que, as consequências do referendo britânico e outras numerosas incertezas políticas estraguem a festa. 

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