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2016/30/12
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ÁFRICA DO SUL: AINDA SE VIVEM TEMPOS DIFÍCEIS

ÁFRICA DO SUL: AINDA SE VIVEM TEMPOS DIFÍCEIS

O crescimento económico na África do Sul está em declínio desde a crise financeira global. Depois de ter atingido um pico em 2011, a taxa de crescimento (afectada pelos baixos preços de mercadorias e problemas de fornecimento de energia) continua a diminuir. Apesar das graves secas terem afectado a agricultura em 2015, as actividades de serviços (tais como a banca e o retalho) apresentaram dinamismo.

É provável que esta situação continue? Após diminuir cerca de 0,1% no primeiro trimestre de 2016, em comparação com o ano anterior, o produto interno bruto cresceu apenas 0,6% no segundo trimestre. Este crescimento foi principalmente prejudicado pela agricultura e o sector mineiro. Ao longo do próximo ano, as relações da África do Sul com a China, a volatilidade dos mercados financeiros globais, as políticas nacionais e a confiança inconstante dos investidores são factores que podem continuar a pesar sobre o comportamento económico do país.

Como irá o país enfrentar estes desafios? A África do Sul tem uma série de factores a seu favor, sendo notavelmente a segunda maior economia do Continente Africano. Também beneficia de uma economia altamente diversificada e é considerado um dos países líderes em termos de produção industrial, apesar dos problemas de competitividade causados pelos elevados custos de produção. O país ainda enfrenta tempos de grandes desafios, uma vez que o crescimento global vai apenas experienciar uma ligeira melhoria, e não são expectáveis alterações significativas nos preços dos produtos. Além do mais, estes choques podem ser amplificados caso o país veja agravado o seu rating. Apesar de duas das três maiores agências de rating manterem o nível do rating soberano do país num nível de grau de investimento no final do mês de Novembro (na Moody’s está dois níveis acima de lixo, na Baa2 e na Fitch Ratings está um nível acima com BBB-), a situação é ainda bastante crítica, com desafios económicos constantes no horizonte. A Coface prevê que o crescimento apresente uma ligeira recuperação de 0,8% em 2017, após um período de estagnação e sem registo de crescimento em 2016.

Esta edição especial sobre a África do Sul também se focaliza nos sectores agro-alimentar e automóvel. Apesar dos níveis de risco serem de alguma preocupação para estes sectores, a indústria automóvel continua a atrair grandes investimentos por parte de investidores internacionais. O sector agro-alimentar pode ainda oferecer algumas oportunidades de exportação, em particular para o mercado Europeu.

 

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  • Não há sinais de uma recuperação sólida na África do Sul
  • Risco Sectorial: perspectivas de alto risco
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