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2016/08/03
Risco País e Estudos Económicos

Riscos para as exportações alemãs aumentaram significativamente

Riscos para as exportações alemãs aumentaram significativamente

Os maiores riscos para a exportação que as empresas alemãs enfrentam estão a dificultar o desempenho do crescimento. Dado que a Alemanha tem fortes ligações comerciais com os Mercados Emergentes e com o grupo de Economias em Desenvolvimento, está altamente exposta ao enfraquecimento estrutural e cíclico destas economias. "Estes impactos externos são actualmente negativos, na medida em que o crescimento nas exportações para as Economias em Desenvolvimento tem diminuído e é agora muito mais fraco do que a procura das Economias Avançadas”, explica o Dr Mario Jung, economista da Coface para a região da Europa do Norte .

 

A economia alemã enfrenta muitos riscos externos

 

Em 2016, as exportações alemãs irão provavelmente demonstrar as mesmas tendências identificadas em 2015. O crescimento das exportações para as Economias Avançadas deve ser sólido e robusto, enquanto que os riscos nas exportações são muito mais elevados para produtos cujo destino são as economias em desenvolvimento. O risco global comporta conflitos políticos e militares, ataques terroristas e desafios estruturais em muitas das economias emergentes, assim como o fraco crescimento do PIB Chinês, estes factores continuam a ter peso na procura externa pelos produtos Alemães. Esta pressão negativa na procura externa pode tornar-se ainda mais evidente.

 

Numa perspectiva regional, as empresas exportadoras Alemãs continuam optimistas no que diz respeito a futuros negócios com as economias avançadas. Elas prevêem fracas perspectivas para este ano na América Central e do Sul, na Europa Oriental, Rússia, Turquia e China. Numa perspectiva sectorial, algumas das indústrias chave alemãs estão particularmente vulneráveis aos riscos oriundos das economias em desenvolvimento. A Coface avalia riscos mais significativo nos sectores automóvel e de engenharia mecânica, juntamente com o sector da fabricação de equipamentos eléctricos. Novos riscos oriundos das economias em desenvolvimento também se estão a materializar na indústria química, ciclicamente sensível.

 

Quase 29% do total das exportações alemãs têm como destino as economias em desenvolvimento. Destas exportações mais de um quinto são enviadas para a China, o que representam 6% do total das entregas transfronteiriças para a Alemanha. Esta percentagem significa que a Alemanha está mais exposta a riscos externos oriundos das economias em desenvolvimento que a maior parte dos outros países da zona euro. Em média, a participação das exportações para as economias em desenvolvimento na zona euro são cerca de 26%.

 

"Para indústrias orientadas para a exportação, a queda do preço do petróleo é motivo de preocupação, uma vez que indica uma fraca procura agregada global. Para além disso, as perspectivas de crescimento para muitas economias em desenvolvimento continuam subjugadas. O cenário deuma "aterragem progressiva" na China terá também um impacto negativo nas indústrias exportadoras alemãs" afirma Mario Jung.

 

 

A economia alemã modificou o seu modelo de crescimento durante os últimos anos

 

Enquanto a procura interna - especialmente o consumo privado - abrandou e diminuiu no decorrer da década do ano 2000, é nos dias de hoje o principal motor de crescimento. Em contraste as exportações que foram tão importantes para o desenvolvimento económico alemão no passado, foram relativamente neutras, em termos de crescimento, no desempenho em 2015.

 

Além disso, as exportações devem abrandar o crescimento do PIB este ano, devido a um fraco crescimento das exportações e de um forte aumento continuado das importações. Contudo, graças à robusta procura interna do país, a Coface prevê um crescimento do PIB de 1.7% para este ano.

 

 

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