Notícias e Publicações
2015/18/08
Institucionais

Resultados do primeiro semestre de 2015: a coface apresenta lucro de 66 milhões de euros, apesar de um aumento de sinistros em países emergentes

Resultados do primeiro semestre de 2015: a coface apresenta lucro de 66 milhões de euros, apesar de um aumento de sinistros em países emergentes
  •  Crescimento de volume de negócios: + 5.1% a valores e taxas de câmbio correntes ( + 2.1% a valores e taxas de câmbio constantes)
  • Índice combinado, após resseguro influenciado pelo aumento na frequência de sinistros, de 81.9% (mais 3.9 pontos percentuais, em comparação com o primeiro semestre de 2014 e mais 0.5 pontos percentuais, em comparação com o segundo semestre de 2014)
  • Bom resultado líquido (do grupo), de €66 Milhões (vs. €69 Milhões no primeiro semestre de 2014 e €56 Milhões no segundo semestre de 2014)
  • Acordo de princípios concluído dia 29 de Julho com o governo Francês, em relação à transferência da actividade de garantias públicas em França [1] que foram avaliadas em aproximadamente €90M

Salvo disposto em contrário, as alterações são comparativas com os resultados a 30 de Junho de 2014

Os resultados publicados para 2014 foram reformulados para ter em consideração o impacto do IFRIC 21

 

Jean-Marc Pillu, Presidente Executivo do Grupo Coface, comentou:

"Desde o final do ano passado, quando na divulgação períodica dos nossos resultados, observámos algumas fraquezas que afectavam o ambiente macroeconómico. O primeiro semestre deste ano confirma esta tendência, tendo sido acentuada pelo aumento da frequência de sinistros, particularmente em mercados emergentes.

Neste contexto, estamos a divulgar bons resultados semestrais. O Grupo confirma assim a robustez do seu modelo de negócios:  com a  inovação de produtos e distribuição multi canal, controlando simultaneamente os riscos e os custos.”

Ao comentar o acordo de princípios concluído para a transferência da actividade de garantias públicas do Estado Francês, acrescentou:

“Acresce que a  incerteza que pesava sobre o futuro da nossa actividade de garantias públicas foi clarificada, tendo os termos financeiros da transferência sido definidos. A Coface tenciona limitar o seu impacto nos resultados do Grupo e está actualmente a estudar a implementação de um programa de eficiência operacional.”

 

Valores-chave a 30 de Junho de 2015

O conselho de Administração da Coface SA analisou as demonstrações financeiras consolidadas para o primeiro semestre de 2015 durante a sua reunião a 28 de Julho de 2015. Foram alvo de a um exame limitado pelos Revisores Oficiais de Contas.

 

 

junho_2015

 

1. Volume de negócios 

No primeiro semestre de 2015, a Coface registou um volume de negócios de €760.3 Milhões, mais 5.1% em comparação com o 1º semestre de 2014 (até 2.1% valores e taxas de câmbio constantes).

Esta evolução demonstra a pertinência da estratégia comercial implementada pelo Grupo desde 2013, com base nas políticas de inovação de produtos e distribuição multi canal, acompanhada por processos optimizados de monitorização e vendas.

O processo de revisão e especialização por segmento de mercado  foi assinalado durante este semestre, com o lançamento da TradeLiner, o produto da Coface concebido para satisfazer as necessidades das médias empresas.

Entretanto, a marca da Coface em mercados emergentes continua a ser uma vantagem e o Grupo está a prosseguir a expansão do seu posicionamento geográfico, por forma a consolidar a sua capacidade de manter o crescimento. Para atingir este objectivo, a Coface obteve uma licença para operar como seguradora em Israel (Janeiro de 2015) e abriu um novo escritório de vendas no Cazaquistão (em Janeiro de 2015).

turnover

 

O aumento no volume de negócios do Grupo continua a ser impulsionado pelos mercados emergentes e pela América do Norte: nestas áreas, a nova abordagem comercial está a produzir efeitos.

Em mercados mais maduros, particularmente na Europa Ocidental e do Norte, onde a concorrência é forte, com impacto no preço, a implementação da nova estratégia comercial da Coface envolve profundas alterações estruturais. Os seus efeitos só se concretizarão ao longo do tempo.

 

 2. Resultados 

- Índice combinado

Após o primeiro semestre de 2015, o índice combinado após resseguro foi particularmente afectado  pelo aumento da sinistralidade, tendo alcançado 81,9%, aumentando 3.9 pontos percentuais, em comparação com a primeira metade de 2014 e aumentando 0.5 pontos percentuais comparando com o segundo semestre de 2014.

O aparecimento de dificuldades, especialmente na Rússia, China e América Latina, bem como em certos sectores de actividade, tem levado a um aumento do nível de sinistros, desde o segundo semestre de 2014. Este facto, conduziu à deterioração do índice de sinistralidade, liquido de resseguro, de 1.1 pontos percentuais, em comparação com os 52% ocorrido no primeiro semestre de 2014.

O índice de custo líquido de resseguro foi de 29.8%, mais 2.8 pontos percentuais em comparação com o primeiro semestre de 2014. Este aumento é explicado pelos custos de distribuição, devido particularmente ao crescimento de volume de negócios em regiões onde os contratos são comercializados através de mediadores ou parceiros.

As despesas internas [5] estão sob controlo: com preços e taxas de câmbio constantes, o seu progresso de 1.2% durante o semestre (até 2.8% em preços e taxas de câmbio correntes) é inferior ao crescimento de 2,8% dos prémios (até 6.8% em preços e taxas de câmbio correntes)
 

- Resultados financeiros

No final do semestre passado, o resultado financeiro [6] ascendia a €28.2 milhões contra €22.3 milhões no mesmo período em 2014. Num contexto favorável no mercado accionista, a Coface obteve €7.6 milhões de rendimentos de capital no primeiro semestre de 2015,  comparativamente com €3 milhões no mesmo período em 2014.
 

- Resultado operacional e resultado líquido

Excluindo elementos actualizados, o resultado operacional foi de €103.6 milhões e o resultado líquido (do grupo) foi de €74 milhões [7].

  

3. Solidez financeira 

O capital próprio da Coface SA atribuível ao grupo (IFRS) era de €1,720 milhões a 30 de Junho de 2015, em comparação com €1,718 milhões no final de Dezembro de 2014.

A alteração no capital próprio deve-se principalmente ao impacto do resultado líquido do período de €66.1 milhões e da distribuição de dividendos de €75.5 milhões para os accionistas.

Em 17 de Julho, a Agência de Avaliações Fitch confirmou a avaliação de solidez financeira (IFS) AA- atribuída ao Grupo Coface, com uma perspectiva estável. A agência também actualizou a taxa de incumprimento do emissor (IDR) da Coface SA para A+, também com uma perspectiva estável.

  

4. Transferência da actividade de garantias públicas em frança [8] 

O governo Francês anunciou em Fevereiro de 2015 que estavam a estudar a possibilidade de transferir a actividade de garantias públicas do Estado Francês, actualmente realizada pela Coface, para o grupo Bpifrance. Após as conclusões do estudo efectuado e da análise e discussões efectuadas com a Coface, o governo Francês anunciou hoje, 29 de Julho, a sua decisão de implementar o projecto, de acordo com o seu objectivo de consolidar sob um único estabelecimento o apoio que oferece às PME’s e a empresas de maior dimensão.

A Coface e o governo Francês acordaram os termos financeiros de tal transferência [8]. Esta consiste num princípio de pagamento de €77.2 milhões, correspondente a uma valorização de aproximadamente €89.7 milhões antes de impostos, liquidos de um passivo líquido estimado de €12.5 milhões à no final  Dezembro de 2014.

A transferência [8] está agendada para ocorrer durante o ano de 2016. Assumindo a forma de uma cedência para o Bpifrance da actividade independente de garantias públicas do Estado, composto por equipas e sistemas dedicados (TI, contratos...), bem como os activos e passivos correspondentes.

Este pagamento [9] permitirá à Coface absorver custos de depreciação imediatos [9] (estimados em €17.3 milhões antes de impostos) e contribuir para absorver a perda de margem (€11.7 Milhões) e as restantes despesas fixas (€20.8 Milhões) a cargo da Coface (valores estimados com base num ano completo).

A perda desta actividade levará automaticamente à redução de 1.4 pontos percentuais em RoATE (com base num ano completo). A Coface tenciona limitar estes efeitos, estando a analisar a implementação de um programa de eficiência operacional.

  

5. Perspectivas 

O aumento de sinistros registados durante o primeiro semestre, confirma que o crescimento global, que recupera lentamente, mantém-se frágil e envolve riscos. As economias emergentes – entre as maiores – enfrentam dificuldades estruturais e têm sofrido com os aspectos mais débeis  do seu modelo de crescimento.

Neste contexto, a Coface continuará vigilante, pró-activa e selectiva quanto à monitorização do risco para assegurar a sua rentabilidade e dos seus clientes.

Os resultados publicados para 2014 foram recalculados para incluir o impacto da IFRIC 21

[1]: Esta transferência será objecto de uma alteração do quadro legislativo e regulamentar aplicável à actividade de garantias públicas do Estado.
[2]: Preços e taxas de câmbio constantes.
[3]: Lucro operacional e lucro líquido (do grupo) incluem os custos de financiamento (€ 4.8M para o 1º semestre de 2014 e € 10,2 milhões para o 1º semestre de 2015) e são actualizados para excluir os seguintes elementos: taxas de juros para a dívida híbrida (€ -4.0, M), encargos com a oferta pública inicial (€ -7.0M), as despesas operacionais relacionadas com a reestruturação da SBCE (€ -1.0M), reestruturação de receita (€ 1,5M) e outras despesas (€ -0.1M ) em 30 de Junho de 2014; taxas de juros para a dívida híbrida (€ -8.1M), as despesas operacionais relacionadas com a reestruturação da rede de distribuição nos Estados Unidos e outras despesas (€ -3.2M) - ver nota 19 das demonstrações financeiras no semestre 2015 relatório financeiro em 30 de Junho de 2015. Para o cálculo do lucro líquido uma taxa de imposto normalizada tem sido aplicada a estes elementos para 1º semestre de 2014 e 1º semestre de 2015 respectivamente.
[4]: Preços e taxas de câmbio constantes.
[5]: As despesas gerais internas são actualizadas para excluir despesas relacionadas com custos da  Coface Re, incluindo a equipa, instalações e outros (€ 0.4m) para 1º semestre de 2015.
[6]: Os investimentos líquidos de despesas, excluindo encargos de dívida.
[7]: O lucro operacional e o lucro líquido (do grupo) incluem os custos financeiros (€ 4.8M para1º semestre de 2014 e € 10,2 milhões para 1º semestre de 2015) e são actualizados para excluir os seguintes elementos: taxas de juros para a dívida híbrida (€ -4.0, M), encargos com a oferta pública inicial (€ -7.0M), as despesas operacionais relacionadas com a reestruturação da SBCE (€ -1.0M), reestruturação de receita (€ 1,5M) e outras despesas (€ -0.1M ) em 30 de Junho de 2014; taxas de juros para a dívida híbrida (€ -8.1M), as despesas operacionais relacionadas com a reestruturação da rede de distribuição nos Estados Unidos e outras despesas (€ -3.2M) - ver nota 19 das demonstrações financeiras no 1º semestre de 2015 no relatório financeiro de 30 de Junho de 2015. Para o cálculo do lucro líquido uma taxa de imposto normalizada tem sido aplicada a estes elementos para o 1º semestre de 2014 e 1º semestre de 2015 respectivamente.
[8] Esta transferência será objecto de uma alteração do quadro legislativo e regulamentar aplicável à actividade de garantias públicas do Estado.
[9] A avaliação de € 89.7M antes de  impostos e  depreciação serão registadas nas nossas demonstrações financeiras logo que o quadro legislativo e regulamentar aplicável à actividade de garantias públicas do Estado, seja alterado

Transferir este comunicado de imprensa : Resultados do primeiro semestre de 2015: a coface apresenta lucro de 6... (162,74 kB)

Contacto


Para mais informações:

Cláudia MOUSINHO
Tel. (+351) 211 545 408
Mail claudia.mousinho@coface.com 

Início
  • Portugese