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2017/10/04
Risco País e Estudos Económicos

Novas Avaliações de Risco Sectorial e de Risco País em todo o mundo

Novas Avaliações de Risco Sectorial e de Risco País em todo o mundo

A confiança das empresas está a novamente a aumentar, apesar da persistência dos riscos políticos.

 

A maior surpresa económica no arranque de 2017: o aumento do índice de confiança das empresas é perceptível, mas ainda não gerou um efeito positivo generalizado nas avaliações de risco dos países.

 

Cenário global: Ligeira aceleração no crescimento do PIB, no comércio e no preço do Petróleo.

 

O índice de confiança dos Gestores de Compras das empresas registou um aumento considerável, apesar da persistência de um elevado grau de riscos políticos nos EUA (em relação à política comercial e externa do novo Governo), e na Europa (várias eleições com incerteza de resultados). Nesta fase, os mercados financeiros - um dos canais tradicionais de transmissão de risco político – e a confiança das empresas, mostram-se positivos em relação à conjuntura. Não existem hesitações no que toca a decisões de consumo e investimento, tanto nas Famílias como nas Empresas. A base deste fenómeno, poderá também estar na diminuição do risco de deflação nas economias mais avançadas e na China, para além das condições altamente favoráveis de financiamento na Zona Euro  (excepto no caso de Portugal e da Grécia).

 

Esta recuperação acentuada da confiança empresarial nas economias avançadas e a recuperação económica nos países emergentes (previsão: Rússia +1, Brasil +0.4%) levaram a Coface a melhorar as suas previsões de crescimento global para +2.8% e do comércio mundial para +2.4% (depois de +1% em 2016).

 

Os efeitos ainda são dificeis de detectar

 

Estes sinais de melhoria são ainda demasiado ténues, para serem tomados como uma retoma generalizada, quer nas Avaliações de Risco País, quer do Risco Sectorial. As actividades empresariais vão continuar constrangidas pelo elevado e crescente nível de endividamento nas economias emergentes, juntamente com a ameaça do proteccionismo e  dos riscos político e social, nas economias avançadas e nas emergentes.

 

A República Checa e a Letónia(recentemente reavaliadas para A2 e A3, respectivamente), que se encontram, cada vez mais, bem integradas na cadeia de produção Europeia, vão continuar a demonstrar um crescimento sustentado, durante este ano, e irão beneficiar de um incremento no investimento público. A República Checa beneficia de um forte dinamismo nas vendas de automóveis na UE. Israel (recentemente reavaliado para A2) combina um crescimento sólido com baixos níveis de desemprego e inflação, melhorando desta forma as previsões para os sectores orientados para o seu mercado interno.

 

 

Após uma revisão em baixa no passado mês de Junho, Moçambique é novamente reavaliado para o nível E, de "risco extremo", em consequência das sérias ameaças à sua estabilidade política e a sua situação de incumprimento de pagamento da dívida soberana.

 
Boas notícias para o sector metalúrgico na China e no Brasil, e para a construção na França e no Brasil.  

 

Em termos de risco sectorial, o sector metalúrgico foi, durante os últimos três anos, o mais propenso a riscos, independentemente da região do mundo, mas algumas melhorias estão a começar a fazer-se sentir. A produção de metais encontra-se em claro abrandamento na China, ao mesmo tempo que o preço sofreu um aumento, sustentado por uma melhoria da actividade de construção e da indústria automóvel nos EUA e na Europa Ocidental. A imposição de tarifas aduaneiras ao produtores de metal Chineses, também vieram dar um alívio temporário às suas congéneres na Europa e na América Latina. Neste contexto, a Coface actualizou a sua avaliação do risco sector de "risco muito elevado" para "risco elevado" na América Latina, liderada pelo Brasil, e nas economias emergentes da Ásia, muito graças ao crescimento da procura interna na China.

 

Ainda naAmérica Latina, e em particular no Brasil, existe uma tendência positiva no sector da Construção, graças à rápida queda das taxas de juros do banco central e do sector energético, apesar de algumas incertezas em relação aos projectos de investimento. O risco para estes sectores melhorou para o nível "elevado".

 

Por fim, na Europa Ocidental, dois sectores encontram-se em destaque. Na França, o sector da construção encontra-se agora avaliado como "risco médio", beneficiando de uma melhoria no que respeita à construção de novas habitações, graças às taxas de juro baixas e aos incentivos fiscais. O Reino Unido enfrenta um período de estagnação do poder de compra das famílias, afectadas pela inflação, o que explica a revisão da avaliação do seu sector de retalho para"elevado".

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