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2014/30/04
Risco País e Estudos Económicos

Inquérito trimestral de risco de crédito da Coface: 14 sectores em três grandes regiões do mundo

O risco Sectorial estabiliza nos EUA
Europa Ocidental: vários sectores continuam a demonstrar um elevado risco

 

Embora a recessão aparente estar a chegar ao fim na Europa Ocidental, ainda não apresentou uma melhoria significativa no sector de risco. No primeiro trimestre de 2014, o nível de risco de crédito permanece particularmente elevado nos sectores do metal, automóvel e construção. A indústria metalúrgica, onde o volume de negócios e a rentabilidade estão em franco declínio, está dependente dos sectores de construção e automóvel, os seus principais mercados.

A Coface mantém-se atenta no que diz respeito ao sector automóvel europeu apesar da tendência positiva, ilustrada por seis meses consecutivos de vendas elevadas. Portanto, estes dois sectores mantêm-se na categoria de “risco elevado” da Coface.

 

O sector da construção, actualmente considerado de “risco elevado”, viu uma queda na sua carteira de encomendas a nível Europeu (descida de 10% em Janeiro de 2014 comparado com Janeiro de 2013) e os preços estão geralmente em declínio. Para além da Alemanha e da Dinamarca, onde há uma ligeira recuperação, o sector foi gravemente impactado pela redução no número de autorizações de planeamento na Europa do Sul, França e até no Reino Unido.

 

América do Norte: perspectivas favoráveis

A América do Norte avança, destacando melhorias contínuas nos seus resultados corporativos. A solidez financeira está a aumentar gradualmente, estabilizando no sector de avaliação de risco. A maioria dos sectores são considerados de “risco médio” e a curto-prazo a perspectiva é favorável em vários sectores. 

 

Estes incluem o sector de engenharia, que está a atrair crescentes investimentos e a fortalecer a sua rentabilidade (taxa média de 17.5% no fim de 2013) e o sector automóvel que beneficia de sólidos alicerces financeiros. O risco de crédito nos sector textil e vestuário está também estável, com 6.000 postos de trabalho a serem criados e mais de 4 biliões de dólares de investimento planeado em 2014.

 

Ásia emergente: indústria metalúrgica classificade de “ risco muito elevado”

Ao contrário da Europa Ocidental e da América do Norte, onde o risco tende a estabilizar, a Ásia emergente apresenta nova fonte de preocupação. O abrandamento da actividade na China evidencia dificuldades estruturais que estão a afectar o rendimento das empresas. Sectores que estejam a sofrer de sobre-capacidade, enfrentam agora um desafio de reestruturação.

 

É este o caso na indústria de metalúrgica, onde o processo de limpeza da empresa é acompanhado por um aumento no risco. De acordo com a fonte da Coface na China (um país a produzir 49% de prata no mundo), 80% das empresas sofreram com o incumprimento de pagamentos em 2013, o nível mais alto nos últimos três anos. Neste contexto, a indústria metalúrgica na Ásia emergente é actualmente o único sector a ser considreado pela Coface para “risco muito elevado”, o nível de risco mais elevado na escala de classificação.

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