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2014/23/09
Risco País e Estudos Económicos

Análise trimestral da Coface sobre o risco sectorial: 14 sectores em três grandes regiões do Mundo

Análise Coface sobre Risco Sectorial

Os primeiros sinais de melhora nos sectores de risco da Europa

 

Europa Ocidental: as indústrias metalúrgica e automóvel deixaram de estar na categoria de “risco muito elevado” 

O crescimento nulo registado na Zona Euro no segundo trimestre de 2014, confirma o cenário de uma recuperação extremamente lenta.

 

Contudo, de acordo com as previsões da Coface, em 2014 o crescimento do PIB será positivo, estimado em 0.9% após uma contracção de -0.4% em 2013. Esta tendência é demonstrada por uma melhoria inicial na avaliação de um sector que tem vindo a ser considerado de “risco muito elevado” – o sector automóvel e a indústria metalúrgica. Estes juntam-se agora à categoria de “risco elevado”.

 

Dez meses consecutivos de crescentes vendas de carros têm beneficiado os fabricantes de peças, e o mercado tem-se tornado mais dinâmico na Alemanha, no Reino Unido e em Espanha. Esta recuperação beneficia o sector metalúrgico, onde as vendas e a rentabilidade das empresas têm melhorado consideravelmente. Todavia, embora os investimentos estejam a recuperar, o sector mantém-se consideravelmente deficitário devido às constantes situações de excesso de produção.

 

A Coface mantém a avaliação de doze outros sectores da Europa Ocidental, que continuam a apresentar um risco “elevado” ou “médio”. Apesar desta estabilização, em contraste com a América do Norte e a Ásia emergente, nenhum sector Europeu alcançou, ainda, um nível de risco que possa ser considerado como “moderado”. 

 

América do Norte: maioria dos sectores com “risco médio” 

Sustentadas pelo crescimento equilibrado e um consumo dinâmico, as empresas Norte Americanas têm uma perspectiva estável, apesar das difíceis condições climatéricas no primeiro Trimestre de 2014. A maioria dos sectores mantém-se na categoria de risco “médio”.

 

A perspectiva é positiva para a indústria automóvel, que ainda tem uma base financeira sólida e cujas vendas aumentaram 4.6% no final de Julho de 2014, comparativamente ao ano anterior. O dinamismo da indústria automóvel proporciona novos mercados às empresas do sector químico. De facto, a sua rentabilidade aumentou cerca de 12% no final de Junho de 2014, face ao ano passado, devido ao acesso a energia e matéria-prima mais baratas. 

 

Ásia emergente: sectores do papel, celulose e construção reavaliados devido a DETERIORAÇÃO do risco 

Ao contrário da Europa Ocidental e da América do Norte, onde os riscos tendem a estabilizar, a Ásia emergente segue um caminho reservado, apesar do crescimento sustentado na China e na Índia. Devido ao processo de consolidação do excesso de produção que está actualmente em curso, as acções estão a acumular e a dívida das empresas está a aumentar.

 

A indústria metalúrgica assiste à diminuição dos preços do aço. É a única indústria da Ásia a ser avaliada como um sector de “risco muito elevado” desde o passado mês de Abril.

 

A deterioração do risco dos sectores continua a sentir-se nos sectores da construção e do papel/celulose. A construção, ameaçada pela procura debilitada, as condições de crédito mais severas e pelo aparecimento de cidades fantasma na China, passa de risco “médio” para risco “elevado”. O aumento das insolvências das PME na indústria de papel, em conjunto com o excesso de produção do sector, leva a Coface a reavaliar o risco no sector papel-celulose para “médio”.

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