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2013/23/04
Risco País e Estudos Económicos

A discrepância entre a Europa e o resto do mundo, está a aumentar, no que diz respeito ao risco de sector

A discrepância entre a Europa e o resto do mundo, está a aumentar, no que diz respeito ao risco de sector
Coface "Panorama Sectores" 
14 Sectores de Actividade Económica
3 Grandes regiões: Países Emergentes da Ásia, América do Norte e União Europeia  
  • Globalmente, o risco de crédito aumentou na indústria metalúrgica e permanece satisfatório nos sectores de energia e farmacêutico
  • Nenhum sector na Europa escapou ao risco de crédito, enquanto vários sectores têm visto o seu risco melhorar ou ser mantido num nível controlado na Ásia e na América do Norte
  • Foco: os canais de distribuição tradicionais assistem a um período de grande expansão no e-commerce, uma fonte de riscos e oportunidades para as empresas

 
 

Risco de crédito ainda elevado na Europa, mas a perspectiva é favorável nos países emergentes da Ásia e na América do Norte 

O indicador exclusivo[1], desenvolvido pelos economistas da Coface e baseado na experiência de pagamento das empresas, registada pelos analistas de crédito, confirma uma discrepância significativa entre o risco dos sectores nos países emergentes da Ásia e América do Norte, em relação a 15 países da União Europeia.

 

Nos países emergentes da Ásia, o risco está contido: três quartos dos sectores analisados apresentam risco moderado ou médio. Esta região é caracterizada por um crescimento constante do volume de negócios, entre 4% e 16%, dependendo dos sectores. As empresas farmacêuticas beneficiam do desenvolvimento das classes médias na Índia e na China, sendo ambos também novos e principais agentes na fabricação de princípios activos para a indústria farmacêutica. No sector da energia, o segmento de energia solar está afectado pela queda dos preços dos painéis solares e, como resultado, tem visto o seu risco de crédito aumentar. O sector têxtil e vestuário também carece de observação, particularmente na China, devido à deslocalização da produção para países com custos de mão-de-obra mais barata.

 

Na generalidade, os sectores daAmérica do Nortemostram um risco moderado, com excepção da indústria metalúrgica, onde o risco continua elevado, devido à entrada no mercado de aço Chinês barato. Quanto ao sector da energia, o seu risco de crédito tem vindo a melhorar, graças ao baixo custo do gás de xisto disponível para a indústria Norte-Americana. A indústria automóvel registou vendas de 4% em Fevereiro de 2013, beneficiando do ressurgimento do consumo das famílias. De salientar também, que o sector químico permanece competitivo, principalmente devido aos preços historicamente baixos do gás.

 

Na Europa, não há um único sector no qual o risco de crédito seja moderado. A situação é particularmente preocupante na indústria metalúrgica, com excesso de capacidade e exposta às dificuldades dos seus principais clientes – as indústrias automóvel e de construção. Estes sectores também são considerados de risco, porque continuam muito vulneráveis à fraca procura interna Europeia. No sector da electrónica, os riscos de crédito aumentam, como é demonstrado pela queda abrupta nas vendas de computadores.

 

Canais de retalho tradicional e e-commerce: um modelo Europeu híbrido ainda arriscado

 

O sector do retalho, que está a atravessar uma fase de grandes transformações, após a expansão do e-commerce (com um volume de negócios que quase duplicou em 5 anos), iniciou a sua transição para um modelo económico híbrido, combinando as vantagens dos dois modelos de negócios. O modelo tradicional das lojas físicas deixou de funcionar. Ao mesmo tempo, o e-commerce continua a prosperar, amparado pelo aumento das taxas de ligação à Internet, o aumento da segurança das transacções e preços competitivos, contra um cenário de restrição do poder de compra do consumidor. Os casos dos mercados do Reino Unido, precursor do e-commerce com 12% das vendas globais, e da França, que alcançou gradualmente os seus hábitos de consumo online, reflectem a globalidade das tendências gerais.

 

No entanto, a convergência deste modelo de negócio acaba por ser uma fonte de risco adicional para as empresas do sector, especialmente na Europa Ocidental, onde o risco de crédito tem vindo a aumentar acentuadamente. Isto é demonstrado por um agravamento da experiência de pagamentos registada pela Coface no sector do retalho Francês, com o segmento tradicional, a apresentar uma certa vulnerabilidade. No futuro, os intervenientes devem demonstrar capacidade de resposta e de adaptação. Os distribuidores tradicionais precisam de introduzir sistemas multicanal e canal cruzado para optimizar a gestão das existências e áreas de armazenamento. Contudo, confrontados com uma concorrência crescente, os riscos também precisam de ser monitorizados entre os operadores do e-commerce puro, que devem contar com o sólido suporte de grupos de apoio para a sua consolidação financeira.

 

[1] O Indicador de Risco de Crédito da Coface é baseado em alterações nos dados financeiros publicados por mais de 6.000 empresas da Ásia Emergente, América do Norte e de 15 países da União Europeia: alterações no volume de negócios, rentabilidade, rácio de endividamento líquido, fluxo de caixa e sinistralidade registados pelos analistas da Coface . Este indicador está classificado em 4  categorias de risco: moderado, médio, elevado e muito elevado.

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