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2014/01/04
Risco País e Estudos Económicos

A Coface actualiza avaliações de risco país e de ambiente de negócios

A Coface actualiza avaliações de risco país e de ambiente de negócios
Estados Unidos e Reino Unido: Melhoria da avaliação com base em fundamentos sólidos

 

Os Estados Unidos desfrutam da melhor categoria de risco. Neste momento com uma avaliação nível A1, semelhante ao Japão, Canadá e Suíça, o país está a assistir a um crescimento dinâmico e equilibrado (previsão de 2,7% para 2014 pela Coface), beneficiando tanto do consumo sustentado das famílias, como da resiliência empresarial. O nível de rentabilidade das empresas está a voltar ao seu nível pré-crise, com uma dívida relativamente baixa. Outro factor que contribui para a reavaliação dos Estados Unidos foi a liquidação do tecto da crise da  dívida pública, no início de 2014.

 

O Reino Unido,depois de uma pausa de dois anos, assiste ao regresso da vigilância positiva  da sua avaliação A3. O crescimento (previsão de 2,1% em 2014), impulsionado até agora pelo consumo das famílias e pela facilidade de acesso ao crédito, será impulsionado ainda mais este ano pelo aumento dos níveis de investimento. A confiança está a melhorar entre as empresas, apesar de alguns sectores, incluindo a manufactura, estarem a ficar para trás em relação a outros, tais como os serviços financeiros e a construção.

 

Uma série de grandes economias emergentes sob pressão 

A desaceleração do crescimento devido a problemas de abastecimento continua nas principais economias emergentes. Dois países do BRIC foram particularmente atingidos pela queda dos investimentos.

 

No Brasil, desclassificado para uma avaliação de nível A4, o potencial de crescimento foi também impactado pela desaceleração do consumo e por problemas estruturais: infra-estrutura inadequada, falta de mão-de-obra qualificada e barreiras burocráticas.

 

Na Rússia, as tensões geopolíticas estão a agravar uma economia por si já enfraquecida, levando a Coface a colocar a sua avaliação de nível B sob vigilância negativa. A crise ucraniana, bem como o aumento da saída de capital, vão ter consequências negativas para uma existente taxa de desaceleração do crescimento (prevista em 1,0% em 2014, depois de 1,3% em 2013), com uma queda do investimento.

 

Como a fragilidade política é um dos critérios aplicados pela Coface, as avaliações de nível A4 para a Turquia e nível C para a Venezuela são colocadas sob vigilância negativa, reflectindo as suas crises políticas complexas.

 

Na Turquia, os riscos de tensão política não podem ser ignorados antes das próximas eleições municipais e presidenciais (Março e Agosto de 2014). A Coface espera que o crescimento abrande para 2% em 2014, impactado por uma política monetária mais apertada e uma elevada inflação. No caso das empresas, a experiência de pagamentos registada pela Coface tem vindo a deteriorar-se desde Dezembro de 2013.

 

Na Venezuela, ocorre uma recessão e hiperinflação num cenário de problemas sociais e políticos. A situação permanecerá frágil até às eleições legislativas em Setembro de 2015, em especial para as empresas que correm o risco de nacionalização e estão sujeitas a racionamento nas importações e controlo sobre os preços e as margens. Os fornecedores, tanto estrangeiros como locais, para os sectores de petróleo e gás do Estado, estão a sofrer longos atrasos nos pagamentos.

 

 

Um clima de negócios extremamente variado

Juntamente com as revisões do panorama global de risco país, a Coface tem levado a cabo a sua revisão anual de avaliações do ambiente de negócios.

 

Entre os registos das melhorias encontramos a Argélia, na qual a vigilância negativa na avaliação do ambiente empresarial para nível B foi removida. O país está a sentir os benefícios das alterações nos regulamentos comerciais introduzidos pela Lei das Finanças de 2014, incluindo uma flexibilização nos procedimentos para a aprovação de projectos de investimento estrangeiro.

 

Por outro lado, entre as desclassificações, encontramos, não surpreendentemente, o ambiente de negócios na Ucrânia, desclassificado para nível D. A situação no país deteriorou-se significativamente nos últimos anos em termos de controlo da corrupção e da regulação da qualidade. O alto nível de instabilidade política está a impedir a probabilidade de qualquer implementação de reformas. 

 

Nota:

A Avaliação de Risco País da Coface mede o nível médio de incumprimento de pagamentos apresentado pelas empresas de um determinado país, no âmbito das suas transacções comerciais de curto prazo. Esta classificação não contempla a dívida soberana. Para determinar a Avaliação do Risco País, a Coface combina as perspectivas económicas, financeiras e políticas do país, a experiência de pagamentos da Coface e a avaliação do ambiente de negócios.

As avaliações de risco país e de ambiente de negócios são baseados numa escala com sete níveis: A1, A2, A3, A4, B, C, e D e podem ser colocadas sob vigilância. 

A Avaliação de Ambiente de Negócios da Coface é um complemento da avaliação global sobre risco país e é divulgada em simultâneo. Avalia a disponibilidade e a fiabilidade das informações disponíveis sobre o universo empresarial, assim como, a qualidade da gestão do sector privado de um determinado país, ou seja, a sua transparência financeira, empresarial e a eficácia judicial face aos incumprimentos das empresas. Asavaliações de ambiente empresarial utilizam uma classificação de sete níveis por ordem ascendente de risco: A1, A2, A3, A4, B, C e D, à semelhança das avaliações de risco país.

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Para mais informações:

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Tel. (+351) 211 545 408
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